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CryptoShot

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18 OUT · Nº 134

Bom dia, cafeinado.

Mandar dinheiro para fora ficou cerca de 84% mais barato em stablecoin, a Circle quer entrar em 40 mercados emergentes e Wall Street começa a tratar a tokenização como negócio. Vira o shot. ☕

Mercado cripto

Preço

ontem

7d

12m

Bitcoin

BTC

US$ 81.849 ▲ 0.4%▼ 1.5%▼ 23.8%

Ethereum

ETH

US$ 2.421 ▼ 0.2%▼ 3.7%▼ 37.6%

Solana

SOL

US$ 104 ▼ 0.8%▼ 5.6%▼ 43.7%

BNB

US$ 722 ■ 0.0%▼ 3.6%▼ 33.8%

XRP

US$ 1.30 ▼ 0.7%▼ 7.3%▼ 44.4%

Medo & Ganância

53 · Neutro
  ▼  
 

Medo extremo

Ganância extrema

No shot de hoje · toque pra pular

💸Remessa em stablecoin sai 84% mais barata01↓
🏦Open USD no ar e a conta do USDC02↓
🏛️Wall Street vê a tokenização como negócio03↓
🔗Polygon compra a Coinme e mira pagamentos04↓
🇧🇷Regulação cripto exige sistemas novos05↓
 

Quem banca a edição de hoje

Cities Are Running Out of Salt Before Winter Even Starts

Road salt is one of those things nobody thinks about until plow trucks come back empty, and this year that's happening before the first snowfall. Some cities haven't gotten a single bid for winter supply, while others are paying nearly double last year's price. 

North America doesn't mine enough of its own, which is why it ships in 8 to 10 million tonnes from places like Egypt and Chile, two weeks away by boat.

Atlas Salt (TSXV: SALT | OTCQX: SALQF) is building a mine in Newfoundland near a deepwater port where ships can reach Boston in three days. With salt, the real cost is in shipping, and CEO Nolan Peterson says the difference is so big that overseas producers could give their salt away and still come out more expensive than Atlas. The project is shovel-ready and projected to generate roughly C$188 million a year in free cash flow.

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01  A manchete↑ índice

Remessa por stablecoin sai 84% mais barata, e a Circle mira 40 mercados

Enviar US$ 200 por redes de stablecoin custa, na mediana, US$ 2, ou 1%, contra US$ 12,72 (6,36%) nas remessas tradicionais. A conta vem do relatório do terceiro trimestre da Borderless.xyz, que usa preços da própria rede e dados do Banco Mundial do mesmo período do ano passado, e dá uma economia de cerca de 84%.

A diferença aparece mais onde o dinheiro pesa no orçamento. Na África Subsaariana, a remessa em stablecoin custa 2,9%, contra 8,46% da via tradicional. Na América Latina, são 1,25% contra 5,64%. Para empresas, uma transferência de US$ 10 mil à zona do euro pode sair por apenas US$ 26, enquanto uma ordem bancária internacional custa de US$ 135 a US$ 150, já com câmbio.

O tempo também encurta: a liquidação leva mediana de dois minutos no Brasil e na Colômbia e três no México, enquanto as transferências SWIFT costumam liquidar no dia útil seguinte. A confiabilidade, porém, varia. A taxa de pagamentos concluídos chega a 98,6% no México e cai a 73% na Costa Rica, o que mostra o peso da infraestrutura local.

No lado das emissoras, a Circle quer entrar em cerca de 40 mercados em desenvolvimento, segundo Jeremy Allaire, CEO e presidente do conselho, em entrevista à Reuters na sexta, à margem das reuniões do FMI e do Banco Mundial em Bangkok. Allaire descreveu a transição do estágio de adotantes iniciais para o de escala no mercado de massa. Sudeste Asiático, América Latina, África e Oriente Médio mostram demanda crescente por stablecoins.

Quem envia ou recebe dinheiro entre países enfrenta a taxa de remessa como custo mais visível, e a diferença de preço já está medida em dólares.

Fonte: Cointelegraph

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Famílias e empresas que enviam dinheiro: pagam 1% em vez de 6,36% na mediana de US$ 200.

▼ Perde

Remessas tradicionais e transferências bancárias internacionais, mais caras e mais lentas nos dados da Borderless.

 
 
02  Stablecoins↑ índice

Open USD já está no ar, e a Circle abre a conta do USDC

O token OUSD, da Open USD, já está no ar, e a Circle respondeu com contas abertas. Em post na sexta, Kash Razzaghi, Chief Commercial Officer, escreveu que a empresa ficou com cerca de 7 centavos de lucro líquido a cada dólar de receita no primeiro semestre de 2026. A receita foi de cerca de US$ 1,4 bilhão, com US$ 819 milhões em custos de distribuição e transação.

Os outros US$ 473 milhões cobriram conformidade, liquidez e produto, incluindo cerca de US$ 214 milhões em remuneração em ações e custos relacionados. O texto não cita a Open USD, mas entra na disputa sobre quem fica com os juros dos ativos que lastreiam as stablecoins.

A Open USD, apresentada em junho, tem a Coinbase, maior parceira de distribuição do USDC, entre os apoiadores, ao lado de Stripe e BlackRock. Empresas emitem e resgatam sem taxas, e a renda das reservas, menos uma taxa de gestão, volta aos participantes.

Para segurar parceiros, a Circle tem a Binance, que comprou em setembro uma fatia de US$ 100 milhões em acordo de cinco anos com taxa ligada ao USDC mantido no serviço de carteiras. O resgate padrão segue gratuito, em até dois dias úteis.

A briga pelos juros das reservas decide quanto as stablecoins podem repassar a quem as distribui.

Fonte: CoinDesk

O nível da xícara

Receita da Circle no primeiro semestre de 2026 e para onde ela foi, em dólares.

Receita
  
US$ 1,4 bi
Distribuição e transação
  
US$ 819 mi
Conformidade, liquidez e produto
  
US$ 473 mi
 

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Espresso

Hex Autoridades turcas confirmaram a prisão de Richard Heart, fundador da Hex, em Istambul e disseram ter apreendido US$ 7,15 milhões em dinheiro e seis carteiras frias; o token Hex caiu cerca de 14% em 24 horas. →

Solana Relatório da Fidelity aponta dois anos sem queda reportada da rede principal da Solana, mas pede atenção à concentração de stake, hospedagem e software cliente. →

Euro digital Christine Lagarde, presidente do BCE, disse que a economia da zona do euro é resiliente e que o euro digital é iminente. →

 
 
03  Wall Street↑ índice

Bancos de Wall Street tratam a tokenização como oportunidade de crescimento

Nas teleconferências de resultados do terceiro trimestre, Goldman Sachs, Wells Fargo e Morgan Stanley mostraram como veem a tokenização, que leva ativos financeiros e do mundo real para uma blockchain. Nenhum cravou um número de receita. Os focos foram negociação, transferência de dinheiro e assessoria.

No Goldman, o foco é negociação. Perguntado se tokenização, DeFi e mercados de previsão poderiam corroer a receita de trading, David Solomon, CEO, disse que o efeito pode ser o oposto. Solomon lembrou a migração para a negociação eletrônica de ações, há quase 50 anos, que gerou temor parecido; o banco se adaptou e o negócio de ações cresceu.

O banco investe em ativos digitais há anos, com discrição. Criou em 2022 a GS DAP, plataforma própria de ativos tokenizados, e trabalhou com títulos, fundos de mercado monetário e imóveis. Em julho, participou de um teste de meio dia de um serviço de tokenização da DTCC, que processa quadrilhões de dólares por ano nos mercados dos EUA.

Agora o Goldman avalia usar o serviço em escala maior; Solomon vê corte de custos, automação e ativos mais fáceis de negociar. Mas foi cauteloso: a atividade até agora é pequena e na margem.

Se os grandes bancos entram, a tokenização ganha distribuição, mas por enquanto o volume é pequeno.

Fonte: CoinDesk

Ouvido no balcão

Os desenvolvimentos estão obviamente criando mais produtos, mais atividade, potencialmente novos clientes, canais de distribuição mais amplos

David Solomon, CEO do Goldman Sachs, em teleconferência com analistas na terça-feira (CoinDesk)

 
 
04  Pagamentos↑ índice

Polygon fecha a compra da Coinme e entra no mercado de pagamentos

A Polygon Labs concluiu na quarta a compra da Coinme, provedora de pagamentos cripto regulada nos Estados Unidos. Com a compra, a empresa, sediada nas Ilhas Cayman, passa a fazer com recursos próprios as conversões entre criptomoedas, stablecoins e moeda tradicional. Marc Boiron, CEO, disse ao CoinDesk que o negócio regulado de pagamentos deve dar lucro em 2027.

A compra segue o Open Money Stack, apresentado em janeiro, estrutura para pagamentos com stablecoins e transferências internacionais mais simples. Além da tecnologia, a Polygon agora pode cobrar pela conversão e pela transferência, receita que antes ia para outras empresas.

A distância para os líderes é grande. O volume de pagamentos da Visa no ano fiscal de 2025 passou de US$ 12,3 trilhões, e o da Stripe chegou a US$ 1,9 trilhão. A Polygon, nas palavras da matéria, está só começando a jornada.

A aquisição ataca um problema antigo das redes: fornecem a tecnologia, mas pouco controlam as empresas que geram as transações. Boiron diz que blockchains rivais ofereceram incentivos para levar fluxos embora; com a operação regulada em casa, afirma, ninguém move esses fluxos contra a vontade da Polygon. As tarifas de transação da rede seguem separadas, com taxas de prioridade para validadores e stakers.

A Polygon deixa de depender de terceiros nos pagamentos, mas o lucro só é esperado para 2027.

Fonte: CoinDesk

A dose exata

Mesmo com a compra, a Polygon começa pequena diante da Visa, que movimentou mais de US$ 12,3 trilhões em pagamentos no ano fiscal de 2025.

 
 
05  Brasil↑ índice

Nova regulação cripto exige tecnologia para ler operações on-chain

A nova regulamentação de criptomoedas no Brasil impõe às empresas um desafio que vai além do custo de obter autorização do Banco Central. Segundo Caio Mattos, CEO da NearX, empresa de infraestrutura tecnológica, a principal dificuldade será adaptar os sistemas de monitoramento e conformidade para interpretar operações em blockchain e convertê-las nas informações que o regulador exige.

O prazo final para que as empresas de criptoativos que já operam no país apresentem a primeira fase dos pedidos de autorização ao Banco Central é 30 de outubro. Além de capital mínimo, governança e segurança, as regras trazem obrigações de fiscalização, acompanhamento de transações e envio de dados.

Mattos diz que as empresas precisam entender tecnicamente cada operação. Uma movimentação on-chain envolve endereços, redes, tipos de ativos e contratos inteligentes, e para quem vem do mercado tradicional pode chegar como transação comum, quando não é.

Diferentemente de uma transferência bancária, uma operação pode envolver stablecoins, várias redes, DeFi e carteiras dos próprios usuários, o que dificulta identificar origem e destino dos recursos. O desafio, diz Mattos, é criar ferramentas que analisem tudo automaticamente, sem profissionais conferindo cada movimentação, e até bancos com equipes de conformidade precisam aprender essas particularidades.

As plataformas onde você guarda cripto precisam adaptar os sistemas para obter a autorização do Banco Central.

Fonte: Portal do Bitcoin

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Último dia das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Bangkok, palco das falas de Jeremy Allaire sobre stablecoins.

Em andamento · Processos judiciais e análise do material apreendido de Richard Heart seguem na Turquia; o ministro não disse se houve pedido de extradição.

30/10 · Prazo para exchanges que já operam no Brasil apresentarem a primeira fase do pedido de autorização ao Banco Central.

Pra viagem

Pergunte ao suporte da exchange onde você mantém saldo se ela vai apresentar o pedido de autorização ao Banco Central até 30 de outubro.

Entre taxas, juros de reserva e regras novas, o dia foi uma disputa sobre quem fica com o centavo do meio. Quem manda e recebe dinheiro sente a conta na ponta.

 
 
★ RARO

🔒

EDIÇÃO SELADA

Quem leu até aqui tem mais um achado desta edição atrás do lacre.

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CryptoShot Quiz

Quanto custa, na mediana, enviar US$ 200 por redes de stablecoin, segundo o relatório da Borderless.xyz?

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BUS$ 12,72, ou 6,36%
CUS$ 26
DUS$ 135

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